Arqueologias do cotidiano

In The Wee Small Hours – Frank Sinatra (1955)

Muitos conhecem Frank Sinatra como o gigante da música, mas poucos lembram que, no início dos anos 50, sua carreira estava praticamente enterrada. Sem contrato, sem shows e desacreditado pela indústria, ele parecia destinado ao esquecimento.

A reviravolta veio através de Alan Livingston, da Capitol Records, que apostou no cantor contra a vontade de todos. O que se seguiu foi uma das maiores recuperações da história do entretenimento:

  • O Oscar de Ouro: Sua atuação em A Um Passo da Eternidade provou que ele ainda tinha o brilho das estrelas.
  • A Parceria Lendária: O encontro (inicialmente relutante) com o arranjador Nelson Riddle, que refinou o som de Sinatra para uma nova era.
  • A Dor que Virou Arte: Gravado após o colapso de seu relacionamento com Ava Gardner, este é considerado o “álbum de término” definitivo.

Esqueça o Sinatra fanfarrão e alegre; aqui encontramos um homem solitário, vulnerável e mergulhado na melancolia das madrugadas. Com arranjos delicados de Riddle, o disco transformou dor em sofisticação técnica, sendo um dos responsáveis por inaugurar a “Era do Álbum” ao popularizar o formato de 12 polegadas.

Fonte: Texto adaptado da obra 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (Ed. Sextante/Cassell).

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