O frio de Porto Alegre deixa as pessoas mais elegantes, elas passam e se “esfumaceiam”: sua respiração. Uma “fumaça” de vida ao som dos carros. O prazer de estar em um bar, em frente a uma ruma movimentada, é notar que, entre os goles de uma boa cerveja e as imagens que contemplo, a vida passa apressada, sem rumo. Como não tenho pressa, exercito a minha arte de observar milhares de sensações: sons, cores, olhares, inquietações. Tudo sem ordem… Novamente em mim: mais um gole de cerveja.
15 de julho de 2010 (Fiz alguns ajustes).

Um observador
Essa é a primeira postagem que dedico a analisar cadernos de notas antigos que tenho comigo. Esse tipo de reflexão era muito comum nos tempos em que estava cursando o mestrado em Porto Alegre, na UFRGS. O mestrado em psicologia social foi um período de muita inquietação, pois foi a transição de uma graduação conturbada em filosofia – pensei em desistir no final do curso – e a potência da psicologia. Tinha entrado na casa dos 30 anos e me caso há 1 ano. Minha vida estava diferente e eu estava mudando bastante, mesmo mantendo o espírito inquieto de anos atrás. Me vejo muito pouco naquele jovem dos anos 2010…

Deixe um comentário